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almanaque de ironias menores

caderno de exercícios avulsos e breves, por serôdio d’o. & 3ás 

26.3.15


ou o poema descontínuo


que a ninguém falte a morte que e como pode, o compromisso,
a apoteose da missão, mão cheia, mãos cheias, ofício que,
lavrado, continuado e repetido, afasta e aproxima, como a gravidade
que, agora, sobrevive à mão caída e quieta. s. d’o.

referência

24.3.15


a comunidade que ainda vem


porque a comungamos, na morte somos comuns,
mais comuns, eternos outra vez, futuro salvo
da promessa, quase demasiado completos.

se feitos?, somos feitos pela mão que nos termina,
continuados pela voz que, assente, essa mão foi capaz
de levantar.  e agora e na hora que for, como antes,
nada, outro silêncio, o mesmo que a memória e o luto
hão-de permitir sufragar e vingar, a continuação. s. d’o.

referência

18.4.13


suite terroir, iv


when england was the whore of the world 
margaret was her madam*


margaret thatcher, i


com que voz choram os mortos?, com que fome os vivos começam
o regresso?, dúvidas. há outras.

o regresso?, dúvidas. há outras. a cerveja preta do buraca, enjoativa,
não é melhor do que a do fernando, agra e cafeinada. sobre a esplanada
de um e outro ou o que as estações são nos estabelecimentos respectivos,
tende-se a evitar o inverno num deles, a dissertação pode ser diferente.
porém, a importância que a conjugação adversativa tem no lançamento
de uma oração, só num desses estabelecimentos pode ouvir-se a isabel
a dizer aquele caralho, ela não aponta porque é feio, com naturalidade
igual à de quem mastiga tremoços como complemento da báscula do cúbito.

compreende-se a senhora que disse there is no such thing as society.
morreu. há sociólogos que escreveram o mesmo e irão ter exéquias
muito mais baratas.

muito mais baratas. as sociedades que há são secretas.  s. d’o.
____________________
* versos in elvis costello, “tramp the dirt down”, in spike, warner bros., 1989.

referência

16.4.13


súbito, iii


o corpo, a gravidade. a mesa balançou. copos de vinho?
ou copos com vinho?
o raciocínio, a resposta mastigada. de,
copos de. o copo
, agora o galope, é uma unidade de medida,
de capacidade
. veio uma mão, abreviou os rins. s. d’o.

referência

4.4.13


súbito, ii


recebeu a inércia que os copos de vinho repetidos agarram. vozes.
submeteu-se ao fôlego, primeiro, aceitou o espólio da respiração,
depois. sete palmos de chão. magnífico, disse, tentando rebater
a afirmação com que se encontrou. ao lado, uma sandes de atum. s. d’o.

referência

2.4.13


súbito, i


combinaram as palavras, o ar delas. ventrículo, o esquerdo,
ventríloquo, à direita. a sala não encheu. s. d’o.

referência

21.3.13


viveu no vermont


as manhãs nunca começam próprias. o céu cheio de vermute,
as mãos sem pão, cheias de opções e orações. a crónica histórica
quase nada conta sobre ele, excepto um episódio. um dia disse
aos embarcados, les géographies solennelles des limites humaines,
palavras que paul eluárd escreveu e alertou-os, esqueçam
o cachalote branco, nós vivemos no vermont. s. d’o.

referência

19.3.13


colisão no v&a


o corpo ali. uma peça de rodin também. a imitação, o espelho
a três dimensões por algo que transformou a massa, aquela
massa. dois passos acrescentados, contorno, o contraste. pausa,
a coligação. o momento fica mais próximo do tamanho do silêncio. s. d’o.

referência

7.3.13


arena


deus habita melhor os lugares sujos, onde estás?, a casa,
a passagem, demoras?, a contaminação. s. d’o.

referência

5.3.13


carne dos deuses pequenos


o derrube começado. deitam-se juntos, crescem a promessa,
descobrem-se cada vez mais nos dias que continuam.
cometem os erros próprios do princípio, usam a palavra
com o sentido de que nunca vai acabar. e o fim apenas já
começou, sem que ele, sem que ela saibam a alegria disso. s. d’o.

referência

2004/2017 - serôdio d’o. & 3ás (escritos e subscritos por © sérgio faria).