<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d6768210\x26blogName\x3dalmanaque+de+ironias+menores\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://almanaque-de-ironias-menores.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://almanaque-de-ironias-menores.blogspot.com/\x26vt\x3d-2784242289558651308', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
almanaque de ironias menores

caderno de exercícios avulsos e breves, por serôdio d’o. & 3ás 

15.6.07


o uivo, ii

nesta estepe não há berços ou litorais,
não há imediato ou longo ou depois.
que cessem, pois, as orações. ficaremos
aqui. o nosso pasto será de carne. s. d’o.

referência

13.6.07


o uivo, i

agora, que agora?, antes do meio-dia,
imagino a estepe do tempo, onde me vingo
lobo que espera a noite e não tem piedade
por quem perdeu o amor ou qualquer outra
carne ambulante. s. d’o.

referência

11.6.07


o poema perfeito

foi uma promessa para a perfeição,
um contrato mais do que de estética,
tu não escreverias a palavra pétala,
eu não escreveria a palavra punhal,
e, assim, o poema sobreviveria-nos. s. d’o.

referência

1.6.07


a senda do avesso

não estou a pensar, não posso pensar. também
não sei as minhas mãos, perdi-lhes o controlo
e o consolo. não é a derrota ainda, é o seu prenúncio
apenas, a sua antecipação.

um dia habituamo-nos a procurar atrás
das coisas e, se têm paradeiro desconhecido,
é aí que as vamos procurar, insistindo
na sua sombra. a habituação à perda
necessita desta manobra. é um acto fácil,
para o desperdício. não é distante do corpo,
não lhe é estranho. aliás, quando aí se habita,
o silêncio transforma-se em lugar, um lugar
como o passado sobre o qual escreveu
l. p. hartley, the past is a foreign country:
they do things differently there
. e depois?,
sim, depois, que fazer?, esta é a pergunta.

regresso. a embriaguez que me embala não é
um barco. também não é inveja. eles são novos,
com o corpo permanentemente acordado. é o seu
primeiro amor, cada dia é seguro, sentem-no.
mas um dia, próximo, habituar-se-ão a procurar
atrás das coisas, a espreitar onde estão as sombras,
as mesmas que agora já consigo ver. s. d’o.

referência

2004/2017 - serôdio d’o. & 3ás (escritos e subscritos por © sérgio faria).