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almanaque de ironias menores

caderno de exercícios avulsos e breves, por serôdio d’o. & 3ás 

25.3.11


das épocas

talvez os castelos cresçam assim, sem causa,
sem necessidades cinematográficas. um modo
de estar, percebe-se neles, transformou-os
em ruínas. estão aqui diante de quem passa
e às vezes os assiste em quase quietude.
conservam no veio um tempo demorado e superior,
medida própria das pedras e dos produtos de alvenaria
antiga. pedra sobre pedra, é simultânea a resistência
aos elementos e a confiança neles.

fomos e somos através da memória que põem
presente. estamos a envelhecer e a sobreviver-lhes,
o atraso estende-nos. não podemos escolher
o lado. caímos perfeitos mas não calados,
só os castelos nos ouvem, como eco que sobra
deles. s. d’o.

referência

23.3.11




diante de uma máquina de vender maços de cigarros
que, ele ouve, diz se eu fosse só capaz de morte
como convite, ele aceita e paga. s. d’o.

referência

21.3.11


ses

a intimidação pelos deuses, eles vêm aí
e põem-te pimenta na língua, dobra-a bem
.
não obstante, com entusiasmo, tu dizes
foda-se motivado pela lingerie que percebes
nela, alças brancas, calças justas à tranca, andar
e ritmo lânguidos. quase não é necessário
imaginar o que seria possível se. e quem sabe
se sim, se não. s. d’o.

referência

11.3.11


vertigem

a tua mão, pela qual quase nasci sozinho,
deu-me o conforto da queda, errando-me
quando a errei na necessidade que me trouxe
aqui. jazo neste pó sem dealer, porque deus
nada passa como não passou pelo encontro
que, quando eu te procurei, as nossas mãos
falharam. s. d’o.

referência

9.3.11


o preço das coisas

arrumo a força nesta casa, o combo não é adequado
à tarefa. há um policial derramado sobre a secretária,
o erro que posso confessar, único, o livro. outrora
julguei-o perdido. não o demandei, carver interessa-me
pouco. pago todos os dias pelos interesses que tenho. s. d’o.

referência

7.3.11


quando foi o futuro

não era mais do que uma criança, véspera
de rapaz, e já consigo a sensação de não alcançar
além das sensações, do volante que sustentavam
e devolviam, a sensação de terminar aí, em tais
sensações - sondas - a realidade e o caminho
para ela, fazendo a emoção e a arrumação interna
pessoa inteira no regresso.
.......passos arrumados ao lado de outros,
.......de quem caminha também, em direcção
.......e sentidos comuns.
e ninguém estava do outro lado da porta,
que dava para um vão vasto, feito apenas de luz,
.......a rusga, o antídoto, o semáforo intermitente,
.......o centro das operações em movimento,
num lamento de quem apela a quem venha
para haver corte, sombra. s. d’o.

referência

2004/2017 - serôdio d’o. & 3ás (escritos e subscritos por © sérgio faria).