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almanaque de ironias menores

caderno de exercícios avulsos e breves, por serôdio d’o. & 3ás 

25.7.08


adeus

talvez estivéssemos de mãos dadas, não sei.
tens o hábito de encontrar a tua mão com a minha
quando caminhamos, no entanto talvez não estivéssemos
a caminhar. não é o movimento que recordo, é a mancha,
o modo como dois corpos sem nome estavam encontrados.
sem se chegarem, porém alcançados, os dois corpos.
terás chorado, porque os momentos de encontro
são para chorar, mesmo aqueles que pressupõem despedida. s. d’o.

referência

23.7.08




as mãos a fremir, dizem que é dos nervos.
nunca tenho a certeza que seja dos nervos,
como tenho a certeza que erro o teu corpo
, dizes.
e então não bastam as bocas para compensar
o que foi errado, porque não podemos ficar à espera
de outra vez, nós, que tantas vezes já tivémos. s. d’o.

referência

21.7.08




as vozes delidas, o colóquio e a circunstância
que instalaram em mim. outro que as ouvisse,
como eu oiço, saber-me-ia insano. s. d’o.

referência

11.7.08




na tua boca encontro o túmulo do regresso
e o fim, calo-me. s. d’o.

referência

9.7.08


corpo alheio

ao compreenderes o teu corpo como poço
ficas sem para onde possas lançar-te
e acolhes-te no corpo de outro, poço diferente,
onde vais saciar a tua sede de mais
e esquecer as promessas, porque as promessas
que fizeste já não valem. querias matar-te,
lembras-te? e agora?, imaginas-te a falhar
o corpo alheio? s. d’o.

referência

7.7.08


fiança

um terço, não mais. as bagas do medo
que segura na mão e avança com os dedos.
conta a sua conta, não a sua ordem,
e, fiada, espera que isso valha. s. d’o.

referência

2004/2017 - serôdio d’o. & 3ás (escritos e subscritos por © sérgio faria).