<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d6768210\x26blogName\x3dalmanaque+de+ironias+menores\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://almanaque-de-ironias-menores.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://almanaque-de-ironias-menores.blogspot.com/\x26vt\x3d-2784242289558651308', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
almanaque de ironias menores

caderno de exercícios avulsos e breves, por serôdio d’o. & 3ás 

3.9.10


finis patriæ

o teu sangue, morada efémera, a segunda
ou a quarta que conheço. range o mastro
do pequod, esta nação sem repouso levanta-se,
não vê o futuro, não sabe onde ficaram a mala
de viagem e os chapéus. as gerações esperam-se.
o holofote está desligado, os tiros inclinam-se
por algum motivo. temos as mão lavadas,

as notícias chegam pela tarde morna.
o horizonte permanece intacto, o planalto
continua aberto. o almoço foi servido, ouvimos.
está uma toalha ensanguentada no chão.
a realidade está a desmoronar-se, aqui nada é real,
incluindo o teu sangue. o combate trava-se
nos lábios, aí será a derrota, aí será a vitória,
o que disseres, consoante o que disseres. o tempo
é vibrado no sino. são cinco horas da tarde,

as cortinas do quarto estão corridas para cerrar a luz.
deus fala em silêncio, a voz dele não tem correspondência
não corresponde ao teu sangue. deus é mudo. digo
o teu sangue, a exaltação da voz, o salmo que falhas.
o teu sangue, o que vives, sinto-o a febre dos heróis.
avançamos lado a lado. a ciência espera-nos, doravante
falaremos em inglês. now, in english, please. está bem.
vou só dar um mergulho no atlântico, depois conversaremos
sobre o assunto. s. d’o.

referência

1.9.10




da morte tenho a habituação, o cerúleo que o verão convoca,
os lugares que despovoo com a língua. não espero que a minha
cabeça possa conter a expectativa de tudo isto, o interior
e as formas. o crescimento das coisas que acompanho e posso
é demorado. às vezes lembro-me das manhãs de aço londrinas,
o fio forte da luz que cortava o corpo consentido, que o cortava
inteiro para o desabitar. e depois?, e se depois?

depois as pessoas e os amores irrespiráveis, o mal despojado
na cerveja, a acusação que volta, que volta aqui. começo a duvidar
da necessidade de duvidar. segunda jornada, ainda só a segunda
jornada. vou ouvir o que o mister jorge jesus tem a dizer
sobre o assunto, apetece-me rir. s. d’o.

referência

2004/2017 - serôdio d’o. & 3ás (escritos e subscritos por © sérgio faria).