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almanaque de ironias menores

caderno de exercícios avulsos e breves, por serôdio d’o. & 3ás 

27.11.09


ninguém

o sacrifício, o capricho, a evasão. hey, i am a soul
designer, i’m a soul designer. someone said crash
and you believed
. ataco-o pelas costas, de onde não espero
defesa. haverá quem chame traição a este gesto. na economia
dos gestos, não é um acto tão grave ou moral, é raso. limita-se
a explorar uma vantagem, uma fraqueza contra a qual é investida
força, para que doa. julgo ser mais fácil vencer assim, evitando
a resistência. spam, an easy god. está frio, está cada vez mais
frio. a hora vai mudar. if you choose to run. eu fico. s. d’o.

referência

25.11.09


a mãe esperou

isto são coisas, banais como as coisas são, o governo
constitucional xviii, o senhor ulrich, o aumento salarial
para dois mil e dez. convém esquecer o futuro antes
que aconteça, para que possa acontecer. os acidentes
também acontecem assim, os desastres. esquecer o futuro,
portanto. o sonar, as vozes. a servidão, camaradas,
a servidão e a noite americana, império nenhum.
e tu à espera.

o que é que disse aquela personagem de yates?, hopeless
emptiness
o quê? tu à espera, a guardar águas, a guardar
margens. o meu silêncio. consigo ser apenas uma figura
lacónica, antes de ser o que sou, actor secundário
na tua espera. sei que não era a mim que esperavas.
na tua história eu era aquele que confundia o tallon
com o tolan. a meu favor não tenho testemunhas
ou o teu olhar. a direcção, o regozijo da culpa,
a rejeição, consinto tudo. sinto-me desinibido. adeus,
mãe. s. d’o.

referência

23.11.09


lena chorou

afasto-me dos lugares, uma memória comigo. vejo-te
incapaz de andar, com asas enormes, entre a multidão.
quando fui pequeno quis ser veterinário, repórter
de guerra com experiência. não cheguei a ser, não
sou de segunda geração. lavei os pés nas águas finais
do dilúvio, abaixo da tua face. os pastores começaram depois.
ninguém sabe de onde vieram os rebanhos. da natureza,
a propriedade foi outro princípio, o que ficou. continuo
a ver-te estorvada, na multidão. s. d’o.

referência

13.11.09


regresso ao terraço villiers

talvez um lugar como qualquer lugar, com esplanada sobre outros
lugares, extensão plástica e memória. testemunho com hierarquia
os humores e os rumores, os lamentos e os tormentos do mundo,
o meu, de quem mais? a rapariga à minha frente tem uma tatuagem
cravada na omoplata direita, uma rosa com três folhas. o metropolitano
é para quem paga bilhete. a rapariga diz vou para o senhor roubado,
acredito. é esta intimidade quase universal que nos faz modernos,
tardo-modernos, filhos do mesmo deus menor que cada um de nós é
e pode ser. a rapariga tem seios proeminentes, agitados, chocados
contra uma t-shirt de alças com a inscrição rock (me) like a hurricane.
não comungo graças ou sentimentos. não quero saber para onde ela vai
e sei. espera-a um, dois, não mais, disse ela também. saio no saldanha.
imagino o terraço villiers. s. d’o.

referência

11.11.09


correspondência, ii

entre todas, a instabilidade é a categoria mais exacta.
sobre ela assenta o resto, o universo, na condição
precisa e inicial que está no princípio de tudo.
não há geração espontânea, apenas uma forma particular
de instabilidade e a consequência disso. e neste instante
recordo que há muito tempo sei que devemos usar o código
postal, mas isto é um pormenor. s. d’o.

referência

9.11.09


correspondência, i

tão fecundo, morto, não sei o que posso dizer,
sei apenas o que não quero dizer-te. escrevo
o fim, sei que não vais entender. estás longe,
a gramática é diferente. talvez a carta não chegue
às tuas mãos. s. d’o.

referência

2004/2017 - serôdio d’o. & 3ás (escritos e subscritos por © sérgio faria).