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almanaque de ironias menores

caderno de exercícios avulsos e breves, por serôdio d’o. & 3ás 

20.4.07

uma casa onde as cores eram névoa

depois de ler a última fábula disse, se eu pudesse amar, não sei a quem negaria a entrega do meu animal de estimação. s. d’o.

referência

18.4.07

habitação

a noite, só. um fundo, que é o corpo,
mesmo. vasculho a ausência, confirmo
o corpo, confirmo o silêncio. são impossíveis
os passos, há algo a apertar-me.
as palavras começam a demorar,
sem cair. escuto o mundo, o poço,
mas as vozes calaram-se. quieto-me.

a noite, só. há algo a apertar-me.
não fico. s. d’o.

referência

16.4.07


levantamento

cognomes lavados e lavrados a néon,
para permanecerem nocturnos. alguém virá
e olhará para eles. e a ideia, o que se cria,
será inteira, se for para os olhos fechados,
ou, a contrario, não será. s. d’o.

referência

13.4.07


subterrâneos, ii

onde somos capazes de despir o corpo
e deixá-lo dançar?, forte, ultramarino,
até à pele, até ao osso. s. d’o.

referência

11.4.07


subterrâneos, i

debaixo da cidade somos nus,
onde a terra nos aprisiona
e são os lugares vazios. s. d’o.

referência

9.4.07


os dias da repetição

e ao fim do cálice disse, para a próxima
terei o mesmo cuidado, porém em modo divino
. s. d’o.

referência

6.4.07


os dias antes do regresso

dia iii

todas as noites acordo provisório.
perante mim, a mancha nocturna, a rima inteira,
a máscara que ninguém alguma vez soube.
sou mortal e fora do gesto, este gesto.

mas agora estou quieto. necessito de um quarto
para confortar a culpa. já não juro a ilusão
ou que será para sempre. a terra pesa sobre mim,
o soalho do quarto range. depois é o silêncio,
aquele silêncio que atordoa e quebra.

sabes?, não posso voltar, já parti. é isto
o que te prometo, consciente que esta
é a única promessa que posso cumprir.
deixo-te uma fotografia para confirmares
a minha ida. vê, as flores do quadro morreram,
são já uma natureza morta. não posso voltar. s. d’o.

referência

4.4.07


os dias antes do regresso

dia ii

neste instante, meu amor, começo
a esquecer-te. o tempo refracta-se
e fadiga as coisas. porquê?, não sei.
este será o meu enigma, o teu termo,
o nosso encontro também.

hoje não jejuarei. comerei carne
e comerei fruta. tornarei definitivo
o vestígio de quem sou. não acredito
em deus. eu não acredito em deus.
pelo menos, mais do que acredito
em ti, quando estou contigo. s. d’o.

referência

2.4.07


os dias antes do regresso

dia i

hoje sento-me para as coisas pequenas,
sobretudo para aquelas que não posso.
não tenho amor para cair, não tenho comércio
para tratar. vou ficar aqui, sentado,
para as coisas sem tamanho ou vislumbre.

vou ver quem passa, quem regressa,
vou espreitar o modo como alguém caminha,
como lhe assenta o que veste
e o que calça. isto não me interessa,
mas é o que vou fazer. talvez olhe
as árvores e os cães soltos também.

hoje vou alumbrar cada caso fora do eixo,
vou gastar-me devagar. para quê?, para nada.
hoje não é o dia dos aflitos. e posso continuar
eternamente assim. s. d’o.

referência

2004/2017 - serôdio d’o. & 3ás (escritos e subscritos por © sérgio faria).